Me desculpe, eu preciso te deixar viver

Me desculpe. Eu passei dos limites mais uma vez. E eu não queria trazer toda essa bagunça para a sua vida, mas isso é o que eu sou: uma grande, constante e confusa bagunça. Ainda que a sua bagunça entenda um pouco da minha.

Me desculpe. Eu tenho pensado demais sobre os limites… sobre o hoje, e sobre o fato de a vida ser agora. Eu tenho tido medo do futuro e isso tudo tem confundido a minha mente e o meu coração.

Tenho tentado pensar e sentir ao mesmo tempo. Racionalmente, o que não faz o menor sentido. Talvez por isso eu tenha parecido um furacão desgovernado às vezes, destruindo tudo insanamente.

Tenho tido problemas com a calmaria. Acho que ela me entendia. Sinto que estou me conformando com as coisas pequenas. Com o que é comum e fácil. Estou me perdendo de mim. Ou talvez eu apenas esteja com medo de me despreender de você.

Me desculpe. Eu preciso te deixar viver.

Isso é uma das coisas mais difíceis que eu já fiz na minha vida. E é por isso que eu sempre volto. Eu não estou preparada para abandonar você. Pra abandonar tudo o que me lembro e que eu sonhei pra nós dois. Eu ainda não estou preparada para abandonar o meu ideal.

Mas eu preciso.

Eu preciso me acostumar a não ter seus sorrisos e não tentar provocá-los. Eu preciso te cuidar um pouco mais de longe, e te deixar respirar por si mesmo. Eu preciso não seduzir você. Eu preciso te deixar viver.

E por isso eu preciso ir embora. Ou me afastar um pouquinho pra te deixar se encontrar.

Me desculpe se eu fiquei tempo demais (ou de menos). Mas o tempo controla as coisas por si mesmo e a gente não tem muito como evitar.

Me desculpe por te pedir desculpas tantas vezes, porque isso quer dizer que eu estrago as coisas numa frequência maior do que eu gostaria.

Me desculpe por ser tão maluca. Pela loucura que eu espalho cada vez que estamos juntos. E me desculpe por essa “despedida” torta. Que pode ser um pouco triste. Mas que eu nunca vou deixar que seja triste demais.


Ps: Eu vou. Mas eu sempre estarei aqui. ;)

 

“Well youre the closest thing I have
To bring up in a conversation
About a love that didnt last
But I could never call you mine
Cause I could never call myself yours
And if we were really meant to be
Well then we justify destiny”

 

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Hey, vamos fazer uma coisa louca?

Hey, vamos fazer uma coisa louca?

Vamos viver. Um dia de cada vez. Cê topa embarcar na minha loucura? 😏

Te proponho um mês fora da curva. Um mês sem pensar em nada. Deixa as tretas pra trás. Olha pra mim, concentra: só se vive uma vez!

Vamos sair de carro por aí. Fazer uma viagem sem hora certa pra chegar em qualquer lugar. Paramos onde quisermos parar. Dormimos quando quisermos dormir. Amamos aonde quisermos amar.

Não existe tempo. Não existe hora. Não existe lugar.

É só nós. E o desejo mais natural e primitivo que tivermos enquanto estamos sós.

Eu te proponho esquecer que existe um mundo lá fora. Foda-se o que as pessoas vão pensar. Vamos nos embriagar. Vamos dançar como se ninguém estivesse olhando. Sem nos lembrarmos das dores de amanhã. Vamos tomar cerveja boa, sem pensar se temos dinheiro pra pagar. Vamos fazer sexo no carro, porque não conseguimos mais esperar.

A hora é agora. A vida é agora. A gente é agora.

 

Por um mês. Me deixa virar sua vida do avesso e te fazer esquecer tudo o que é aparentemente importante na vida.

 

Vamos nos divertir. Vamos nos permitir.

Me deixa desafiar seu mau humor de manhã. Dá uma chance pras minhas dancinhas de pijama e pras músicas malucas que eu canto ao acordar. Eu duvido que você também não vá cantar.

Eu te proponho questionar todas as verdades universais e tudo o que validamos como certo e errado na vida. Vamos rever a nós mesmos. Quem somos? O que queremos? Vamos começar do zero. Ainda que só por um mês.

Eu sou só uma estranha. Você é só um estranho. E nós temos uma vida nova onde tudo pode acontecer.

 

Por um mês… Por um mês a gente vive o que quiser viver.

 

Eu te proponho criar um conto de fadas maluco e desvairado. Uma versão nossa do que seria um romance ideal. Nós dois bêbados pela vida, nos aventurando em coisas que nunca fizemos, rindo na cara do destino, flertando com os limites. Limites? Não conhecemos e não conheceremos. Por um mês.

Por um mês me deixa ser a mulher da sua vida. Me deixa te invadir com meu olhar e descobrir todos os seus segredos. Me deixar entrar em você da forma mais profunda e agressiva que for possível, sem pudores. Me mostra sua alma e os seus demônios. Vem conhecer os meus. Vamos amar, vamos brigar, vamos fazer as pazes… Rolando no tapete, na bancada da cozinha, indignados por brigarmos por coisas tão idiotas ao invés de brindarmos e brincarmos, mais vezes, com as minhas propostas malucas de quebrarmos a rotina.

Não existe tempo. Não existe hora. Só eu e você.

Por um mês.

Ou até a gente se convencer a ser pra sempre.


Ps: Me deixa te convencer a ser?

 

“Come as you are,
as you wer

As I want you to be
Take your time,
hurry up

Choice is yours,
don’t be late”

 

Onde está a sua força?

Alguma vez você já pensou no que mantém sua energia de vida? Onde está a sua força? O que te move? O que te faz acordar de manhã, todos os dias, e ser?

Eu sempre sonhei em ser a mulher que eu sou hoje. Demorou um bocado, mas eu tô aqui. 😎

Essa mulher esteve dentro de mim a vida toda. Dentro da menininha de 8 ou 9 anos que já escrevia poemas e inventava amores. Da adolescente rebelde que se escondia (e se achava) em boas letras de rock. E até mesmo da mulher perdida que eu fui no começo.

 

Eu nasci pra ser quem eu sou hoje. Eu vivi pra isso. Pra hoje. Por hoje. Isso é incrível!

 

Às vezes é como se minha vida tivesse sido um longo caminho. Um deserto a ser atravessado. Eu estava destinada a passar… e me transformar na melhor versão de mim.

E a melhor versão de mim é saber que eu sempre posso ser melhor. E só melhora.

 

Não tenho apego ao passado. A vida é agora. É o que ta por vir. Pra frente é que se anda. E eu sempre quis correr.

 

Eu me lembro do meu grande sonho de criança: ser adulta. Hahaha

Talvez por isso eu ame o filme “De repente 30”. Eu queria ser adulta. Eu queria ter uma carreira, um trabalho que eu achasse importante. Eu queria ser independente. Ser dona do meu próprio nariz.

Eu queria seguir minhas próprias regras. Fazer o que eu quisesse fazer. Sem dar satisfação da minha vida pra ninguém.

Então, parabéns pra mim. Rs. Eu cheguei aonde eu queria chegar. Até ver que eu sempre posso chegar mais longe.

Então, quando eu penso na minha energia de vida… Ela é liberdade. Liberdade pra ser quem eu sou. Pra escolher meus próprios grilhões.

 

Eu sou feita de liberdade. De força. De luta. Eu sou feita duma garra indestrutível de ser eu mesma. E é isso que me move. A minha força vem de mim.

 

Isso seria lindo pra dizer como uma frase motivadora de auto ajuda. Rs. Mas é só a verdade mesmo.

Eu tenho um puta orgulho da mulher que me tornei e me torno a cada dia. E eu tenho orgulho e gratidão da menininha que sonhou, que esperou pacientemente, que desejou com toda a força do seu coração, e que aproveitou todas as oportunidades de correr atrás do seu sonho.

O que move a sua vida? Onde está a sua força? O que te faz acordar de manhã?

Dedique-se a descobrir. Dedique-se a perseguir. Seja a melhor versão de você! E nada mais vai te reter.


Ps: se você quiser, te ajudo a descobrir. Cola comigo e vem ser dois que se transbordam, porque já estão completos.

 

“Slow down, you crazy child
You’re so ambitious for a juvenile
But then if you’re so smart, tell me why are you still so afraid?
Where’s the fire? What’s the hurry about?
You better cool it off before you burn it out
You got so much to do and only so many hours in a day

You’ve got your passion. You’ve got your pride
But don’t you know that only fools are satisfied?
Dream on, but don’t imagine they’ll all come true
When will you realize? Vienna waits for you”

 

Foto: euzinha mesma, por @luiz_lmaia

Carta para um novo amor

Hey,

Eu posso ser o amor da sua vida. Isso se eu deixar você entrar. Se eu aceitar aquele seu convite para sair e não inventar mil motivos para não ir. Se eu não me atrapalhar toda, e me atrasar quase ao ponto de não ter tempo o suficiente pra te conhecer melhor. Pra te deixar ver quem eu sou.

Isso se eu não cair da escada, porque estou tão nervosa que tentei descer antes do sensor acender as luzes, pra que eu pudesse ver os degraus ao invés de tentar adivinhá-los.

 

Eu posso ser o amor da sua vida. Se eu conseguir disfarçar minha falta de jeito, e que eu tava com vontade de te dar um beijo desde o momento em que pus os olhos em você.

 

Se eu conseguir te mostrar a mulher que eu sou: doída, marrenta, mas cheia de amor e sonhos.

Se a gente tomar umas boas cervejas, contar uns casos e você me fizer rir sobre coisas aleatórias e bobas da vida. E se você perceber que eu sou daquelas que ficam. Que não precisam de muito. Apenas de um bom papo e uma noite boa. Se a gente sentir que a vida é simples. E que é simples estar com você. Como não era há muito tempo em mim.

Eu posso ser o amor da sua vida. Mas eu ainda tenho medo… E essa é a parte que eu ainda não te contei. Que no meio das perguntas malucas e das piadas incontroláveis, eu escondi. E que eu não sei do que eu tenho medo, mas ele apenas está ali. E, às vezes, é possível que eu tente fugir…

Sabe, eu já dei uma sofrida na vida. E eu sei que eu não sou mais aquela menina insegura de anos atrás. Mas algo em mim ainda me lembra ela. E eu me arrepio só de pensar.

 

Eu acho que é a esperança… A fé no amor. De que em algum cantinho aí existe um amor leve, mas avassalador, todinho pra mim.

 

E embora possa parecer, eu não tenho medo de sofrer. O que eu tenho medo é de viver um amor pequeno. Porque, meu amor, eu não fui feita para doses homeopáticas. Eu sou dessas que mergulham, se afogam e não aprendem. Eu só acredito em amores que transbordam. E se esse for o seu caso, pode ter certeza, eu vou estar inteira.

Então eu posso ser o amor da sua vida. E você pode ser o meu. Ainda que eu continue sendo o amor da minha própria vida, você da sua, e que a gente não precise se prometer nada para querer estar junto.

E acreditar. E se divertir com um amor leve, que não prende, que não cobra, que não diminui e que não fere. Que não fere quem eu sou. Que não fere quem você é. Que não fere o que é AMOR.

Eu posso ser o amor da sua vida. E se você for amor. A gente vai ter uma puta sorte na vida.


Ps: Você pode ser meu novo amor todos os dias? 😉

 

“Me desfiz do apego ao teto
Me lancei sob o luar
Sei que bem te quero perto
Então peço pra você

Me espera
Que eu sou bom de acompanhar
Sou prosa fácil à toa
E também sei cozinhar
Me leva
Que eu sou simples de agradar
Sou harmônico e ressoo
Se você me aconchegar

Me espera
Chego antes de serenar
E trago um guarda-chuva
Pra se acaso garoar
Me leva
Café forte, amor e mar
Compomos o caminho
Parando pra carinhar”

 

Hoje eu tô só amor

Hoje eu tô só amor
É, eu sei, hoje não tá diferente de ontem
Ninguém mudou o mundo
Você não disse que vem pra ficar
Não tem um novo amor que vai chegar
Mas não importa!
É assim que eu vou continuar
Sendo amor pra quem é de amar

Tenho andado confusa demais
Solitária demais
Bebendo demais
Metendo os pés pelas mãos
Andando sempre pela contramão
Mas hoje não!
Hoje eu tô só amor

Ouvi música boa e respirei um pouco mais
Comprei uns livros de poesia
e senti meu coração quentinho de novo
Não sei…
Parece que a esperança brotou
E não é esperança que você volte ou coisa assim
É esperança em mim

Hoje eu tive a calma de ser eu
Sem lutas, sem culpa,
só amor…

Hoje eu to me curtindo em mim
Com a mente calma e o coração em paz
Um silêncio sem gritos
Em paz…

Hoje eu to só amor
Pode ser essa chuva gostosa e o cheiro que ela tem
Pode ser meu incenso indiano
e o clima do pequeno universo do meu quarto
Pode ser minha cerveja gelada
e minha garrafa de água ao lado da cama

Tudo o que tenho
E que sou
E é tudo amor.


Ps: Hoje eu me amo mais, mas ainda cabe você. ღ

 

Toda dança, todas emoções, estações
Os quereres e a arte de viver, nosso tempo
E as manhãs

Alma leve, corpo quer cantar
Recria em vida, mesmo com espinhos, me deixa despertar
Alivia desse medo, dos anseios
Quem dera

 

 

Obrigada por me lembrar que nem sempre vale a pena ficar

Sonhei que você aparecia por aqui. Do nada, como você já fez uma vez.

Eu estava no bar e, de repente, você aparecia na mesa. Você, sua galera de amigos e todo esse universo onde eu não me encaixo mais. Todo mundo feliz pelo reencontro, depois de tanto tempo sem verem uns aos outros.

Diferente do que sempre fiz, não te abracei efusivamente e disse estar com saudade. Não briguei por ter sumido, nem quis saber como vão as coisas. Te cumprimentei com um tímido “ei, tudo bem?”… como bons desconhecidos.

Em pensar que um dia seríamos “apenas bons amigos”…

Me levantei e fui ao banheiro. Pedi socorro a uma ou duas amigas e fui embora sem me despedir.

Mudei de bar, como você mudou de amor. Fui me divertir em outro lugar.

E foi legal perceber que eu me diverti. E que, finalmente, eu tive coragem de partir. Que eu não olhei pra trás e não me preocupei com nada dessa vez. Que foi fácil e indolor ir embora e deixar você. Ali, como alguém que eu mal conheci.

Você estava no MEU lugar. Eu estava feliz até você chegar. Mas tudo bem, eu me levantei e fui ser feliz em outro lugar.

Obrigada por me lembrar que nem sempre vale a pena ficar.


Ps: Não existe ps!

 

Dói… E eu já não sei mais aonde

Dói… E eu já não sei mais aonde.

A sua ausência. A inércia. O excesso de pessoas vazias. As receitas prontas sobre a vida. Não me cabe. Em lugar algum, essa noite.

Dentro de mim já não cabe tanto eu. Eu, assim, tão ardente e tão despida. Sinto que estou farta de mim.

E não sou eu. Não é você. É um conjunto sem nome de coisas e dores que me impedem de enxergar…

Que é só um dia estranho. Como outros tantos que já vieram. E que eu vou passar por ele, como eu passei por todos os outros.

O chôro é a manifestação do cansaço. Da fome. Do frio. Do medo.
O chôro é a prova de que você está vivo. E está sentindo. E está lutando.

E ele também passa. Como todo dia ruim. Como todo dia bom. Como tudo na vida.

Eu vou passar, um dia.

Eu preciso me sentir viva. Mas hoje eu não sei o que eu sinto.
Hoje os problemas não têm nome. Apenas dor.

Hoje eu sou o chôro preso que adormece um sono sem gosto. Hoje eu sou a vontade de fugir e começar de novo. Hoje eu sou o salto de um penhasco em água gelada pra lavar a alma.

Dói… E eu já sei mais aonde.

Eu queria culpar você. Eu queria dizer que é o trabalho, que está pesado. Eu queria falar que estou cansada e preciso de tempo pra mim. Eu queria dar nome pra loucura, pra ela deixar de ser.

Sou eu. É você. E todas essas coisas juntas num só ser.
São as minhas loucuras gritando dentro de mim. E eu só queria um lugar pra me esconder.

Eu só queria não ser. Por um tempinho. Ainda que ser seja a única coisa que possa me livrar de tudo isso.

Ser forte. Ser firme. Ser persistente. Ser eu. Não ser você. Não absorver o que o mundo pensa ou espera de mim. Não me permitir sofrer.

Dói… E eu sinto que eu não consigo respirar.
Mas vai passar. Eu só preciso saber esperar.


Ps: Posso me esconder em você?

 

“We’ll fall just like stars being hung by only string
Everything, everything, here is gone
No map can direct how to ever make it home
We’re alone, we’re alone, we’re alone”

 

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