Hoje eu tô só amor

Hoje eu tô só amor
É, eu sei, hoje não tá diferente de ontem
Ninguém mudou o mundo
Você não disse que vem pra ficar
Não tem um novo amor que vai chegar
Mas não importa!
É assim que eu vou continuar
Sendo amor pra quem é de amar

Tenho andado confusa demais
Solitária demais
Bebendo demais
Metendo os pés pelas mãos
Andando sempre pela contramão
Mas hoje não!
Hoje eu tô só amor

Ouvi música boa e respirei um pouco mais
Comprei uns livros de poesia
e senti meu coração quentinho de novo
Não sei…
Parece que a esperança brotou
E não é esperança que você volte ou coisa assim
É esperança em mim

Hoje eu tive a calma de ser eu
Sem lutas, sem culpa,
só amor…

Hoje eu to me curtindo em mim
Com a mente calma e o coração em paz
Um silêncio sem gritos
Em paz…

Hoje eu to só amor
Pode ser essa chuva gostosa e o cheiro que ela tem
Pode ser meu incenso indiano
e o clima do pequeno universo do meu quarto
Pode ser minha cerveja gelada
e minha garrafa de água ao lado da cama

Tudo o que tenho
E que sou
E é tudo amor.


Ps: Hoje eu me amo mais, mas ainda cabe você. ღ

 

Toda dança, todas emoções, estações
Os quereres e a arte de viver, nosso tempo
E as manhãs

Alma leve, corpo quer cantar
Recria em vida, mesmo com espinhos, me deixa despertar
Alivia desse medo, dos anseios
Quem dera

 

 

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Obrigada por me lembrar que nem sempre vale a pena ficar

Sonhei que você aparecia por aqui. Do nada, como você já fez uma vez.

Eu estava no bar e, de repente, você aparecia na mesa. Você, sua galera de amigos e todo esse universo onde eu não me encaixo mais. Todo mundo feliz pelo reencontro, depois de tanto tempo sem verem uns aos outros.

Diferente do que sempre fiz, não te abracei efusivamente e disse estar com saudade. Não briguei por ter sumido, nem quis saber como vão as coisas. Te cumprimentei com um tímido “ei, tudo bem?”… como bons desconhecidos.

Em pensar que um dia seríamos “apenas bons amigos”…

Me levantei e fui ao banheiro. Pedi socorro a uma ou duas amigas e fui embora sem me despedir.

Mudei de bar, como você mudou de amor. Fui me divertir em outro lugar.

E foi legal perceber que eu me diverti. E que, finalmente, eu tive coragem de partir. Que eu não olhei pra trás e não me preocupei com nada dessa vez. Que foi fácil e indolor ir embora e deixar você. Ali, como alguém que eu mal conheci.

Você estava no MEU lugar. Eu estava feliz até você chegar. Mas tudo bem, eu me levantei e fui ser feliz em outro lugar.

Obrigada por me lembrar que nem sempre vale a pena ficar.


Ps: Não existe ps!

 

Dói… E eu já não sei mais aonde

Dói… E eu já não sei mais aonde.

A sua ausência. A inércia. O excesso de pessoas vazias. As receitas prontas sobre a vida. Não me cabe. Em lugar algum, essa noite.

Dentro de mim já não cabe tanto eu. Eu, assim, tão ardente e tão despida. Sinto que estou farta de mim.

E não sou eu. Não é você. É um conjunto sem nome de coisas e dores que me impedem de enxergar…

Que é só um dia estranho. Como outros tantos que já vieram. E que eu vou passar por ele, como eu passei por todos os outros.

O chôro é a manifestação do cansaço. Da fome. Do frio. Do medo.
O chôro é a prova de que você está vivo. E está sentindo. E está lutando.

E ele também passa. Como todo dia ruim. Como todo dia bom. Como tudo na vida.

Eu vou passar, um dia.

Eu preciso me sentir viva. Mas hoje eu não sei o que eu sinto.
Hoje os problemas não têm nome. Apenas dor.

Hoje eu sou o chôro preso que adormece um sono sem gosto. Hoje eu sou a vontade de fugir e começar de novo. Hoje eu sou o salto de um penhasco em água gelada pra lavar a alma.

Dói… E eu já sei mais aonde.

Eu queria culpar você. Eu queria dizer que é o trabalho, que está pesado. Eu queria falar que estou cansada e preciso de tempo pra mim. Eu queria dar nome pra loucura, pra ela deixar de ser.

Sou eu. É você. E todas essas coisas juntas num só ser.
São as minhas loucuras gritando dentro de mim. E eu só queria um lugar pra me esconder.

Eu só queria não ser. Por um tempinho. Ainda que ser seja a única coisa que possa me livrar de tudo isso.

Ser forte. Ser firme. Ser persistente. Ser eu. Não ser você. Não absorver o que o mundo pensa ou espera de mim. Não me permitir sofrer.

Dói… E eu sinto que eu não consigo respirar.
Mas vai passar. Eu só preciso saber esperar.


Ps: Posso me esconder em você?

 

“We’ll fall just like stars being hung by only string
Everything, everything, here is gone
No map can direct how to ever make it home
We’re alone, we’re alone, we’re alone”

 

Breve

Onde estou, está você. Porque você está em mim. Toda minha energia boa é sua. Minha leveza, meu amor à liberdade. Tudo o que eu sou é seu. Hoje e sempre.

Hoje é sempre. E o pra sempre é breve. Como a gente.

Toda música bonita que eu ouço me lembra você. E pode até não parecer o tipo de música que você vai ouvir, mas me faz ouvir você dentro de mim. E é bonito como eu queria que você estivesse comigo, em todos os momentos e em todos os lugares. Que eu pudesse te levar pra ver o mundo. Ouvir música boa sob o céu estrelado. Embriagados de um amor leve.

O nosso amor é breve. Ele é feito de primeiros dias. E de últimos dias. Nunca o meio do caminho. É sempre a espera que você fique, ou que se vá.

E fica o cheiro de quando você não está. Meu cheiro na sua memória. Sua memória na minha insônia. O amor sufocado como chôro no travesseiro. O colo que eu não te dei. O beijo que não aconteceu. Você me seguindo, aonde quer que eu vá. É só o medo de que eu me vá.

Estamos sozinhos. Mas eu ainda estou aqui. Por mais um momento breve. Me deixando sentir você. Me deixando acreditar que o breve pode ser pra sempre. Ainda que o pra sempre sempre acabe e o amor seja infinito apenas enquanto dure. Você é infinito dentro de mim.

E eu… Eu sou a poesia amarga da paixão dos suicidas. Dos amores que não existem. No escuro do meu quarto, com um copo de gim, inventando um mundo que te caiba em mim. Eu… só sei esperar. E não há nada mais pra te esperar.

Você é minha chuva de verão num domingo de sol. Mas o tempo anda tão seco por aqui. Que a liquidez é feita de álcool e dor. Eu sinto saudade de quando não tinha saudade de você. De quando eu não tentava te apagar em outros beijos e me abrir a outros amores não fosse um parto.

Eu dou à luz todos os dias, e ainda é você. Eu tô reluzindo no meio do salão, e ainda é você. E eu sei que eu preciso voltar a ser.

O nosso amor é breve. Mas já dura uma vida inteira.
E eu acho que é hora de re-viver.

Me guarde em você.
E saiba que te amo.


Ps: “Não pensa que eu fui por não te amar”.

 

“My skin has your eyes 
This tail of light 

Wait and see all these demons inside me 
I see in here all these feelings terrifying me 

Tell me what you wanna do 
I’ll tell you that I wanna stay 
Don’t say I’m not supposed to do 
And I claim for another chance to say that I’m brave”

 

Não era amor, era virose

Não era amor, era virose

 

Sentia calafrios cada vez que o via. Eu dizia para mim mesma: “Fique firme”. Mas o corpo bambeava e a sensação era de que eu iria cair. E eu queria me deixar ir.

As mãos suavam frio. Minha vista ficava turva. O mundo sumia, devagarinho. Os sons ficando longe. O cheiro tomando conta do meu olfato e me inebriando. Um buraco no estômago e parecia que eu ia desmaiar. Ou morrer. De mal súbito. (Mal súbito sempre combinou com o amor.)

Eu sabia que eu precisava de ar. Respirar longe para não pirar. Mas eu não tinha forças para me afastar. Eu não conseguia sair do lugar.

Sua visão me prendia feito uma pancada, me imobilizava. O estômago embrulhava, que parecia que tinham mil borboletinhas dançando ali, dando mordiscadas em minhas entranhas. Eu não sabia se era fome, dor ou um alien tentando combater meu próprio organismo. Mas era cilada, disso eu sabia bem.

A cabeça doía de tanto pensar em nós. Minha vista, cansada de olhar o mundo e não o ver. Eu sentia frio, calor, e meu corpo ardia como uma febre persistente de origem desconhecida. Sentia como se fosse impossível sair da cama e largar as cobertas. Sua ausência doía madrugada afora e me acordava, repetidas vezes. Alguns dias eu acordava sem saber se era sonho ou realidade.

Não era amor, era virose – eu tentava me convencer – vai passar. Porque era físico. Era emocional, mas era físico. E ardia… E eu não sabia o que era e como cuidaria. Ardia…

Não era amor, era virose. A resposta para as dores do mundo é sempre virose. É um senso comum, dito, palavra por palavra, pela sua voz.

E é cruel a comparação.

Virose é algo que te deixa sem forças. Virose te derruba.

O amor também.


Ps: Ainda bem que virose não mata. Aparentemente, o amor também não. ♡

 

“All the world has been uknown
It’s trying to catch me up
Tell me to appreciate here and now

Have I told you I ache?
Have I told you I ache?
Have I told you I ache
For you?”

Hoje eu vou dormir sem me despedir

Hoje eu vou dormir sem me despedir

 

Fomos embora sem nos despedir.

Como esses casais que vão dormir brigados. Eu sei, nós não brigamos. Mas as vezes é como se tivéssemos. É esse silêncio que fica entre a gente. É tudo que eu sei sobre os seus silêncios. E o que eu não sei…

Talvez a nossa “não-despedida” signifique que a gente já se despediu. E que a gente precisa partir agora. Cada um para a sua vida. Cada um para a sua bagunça. (Mas foi bom ser bagunça com você!)

Hoje, eu tento interpretar os silêncios…

Seus silêncios me relembram que, por mais que eu esteja ali, você não vai me deixar entrar. Você prefere sair para respirar um pouco. Então, vez ou outra, vai haver (sempre) uma porta entre nós. Algumas paredes. O medo de sair e as barreiras do que pode ser considerado seguro. (E eu odeio essa segurança metódica que me afasta de você.)

 

Eu sou o seu passeio de fim de tarde. E passeios de fim de tarde nunca se tornam morada.

 

Eu posso te distrair do mundo. Ser o seu abrigo num momento de tempestade. Te fazer rir quando ta tudo uma merda. Mas nada disso vai fazer você ficar. Nada disso vai me tornar o seu lar.

E tá tudo bem. Talvez eu tenha sido o seu doce novembro. O seu verão antes do outono chegar – no fim do filme, quando tudo passa a fazer sentido após tanta bagunça.

Talvez eu tenha vindo para ser desconstrução.

E desculpa aí se eu deixei algumas coisas no chão. É que eu não sei ser um amor brando. É que eu tive pouco tempo pra aproveitar você, e não dava pra ter um amor organizado na efemeridade dos fatos.

 

Ficou um pouco de bagunça em mim. Deixei um pouco de bagunça em você. E esses silêncios… Eles me lembram que não dá pra viver na bagunça pra sempre.

 

Talvez, o que nós dois precisamos, é de alguém que nos remonte. Ou não. Talvez você tenha percebido que você prefere se remontar sozinho. E eu… Eu já aprendi a colar meus próprios cacos também.


Ps: Podemos aproveitar esse silêncio de outra forma?
Ps2: Miss u.

“I couldn’t sleep last night
There were lions and bears tearing you from my side
I couldn’t sleep last night

And I can’t feel anything the morning after you
And I can’t tell anyone the morning after you”

 

Eu amo você. Você sabe o que isso significa?

(Esse texto é pra todo mundo que diz que eu nunca escrevo textos fofos por aqui. Rs.
Acho que esse passa, né? Rs.)

eu-amo-voce-significado

Eu amo você.
Você sabe o que isso significa?

 

Eu sei que você está acostumado com outra visão de amor. Eu sei que você ouviu isso de uma forma automática a vida inteira e, muitas vezes, não sentiu… Não sentiu esse amor. Não sentiu que era amado. Eu imagino que, por muito tempo, tenham sido palavras que não faziam sentido algum.

Sabe, eu me sentia assim também. Eu cresci questionando o amor. Porque o tipo de amor que eu tinha nunca foi o amor que eu acreditava. Não fazia sentido.

Acho que poucas vezes eu me senti amada de fato. Na maioria das vezes eu sentia que esse amor era da boca pra fora. Amavam em mim o que eu fazia por eles. Amavam o lado bom. Quando tava tudo bem. Só que a gente não tá sempre bem.

É como eu disse antes:

 

“Difícil é amar quando falta tempo pra dormir, na segunda-feira de manhã, na correria do dia a dia, no mau humor do cansaço, no chuveiro que continua dando choque, com lixo pra tirar e banheiro pra lavar.”

 

Acho que amar o outro, quando a gente mal consegue amar a gente, quando não tá tudo bem, não tá tudo fácil… Bem, vou me limitar a dizer que isso é outro nível de amor.

Mas eu cresci, e entendi que o amor existe. Eu entendi que o amor é algo tão grande, tão bonito e tão sério, que não deve ser dito no piloto automático, junto com um “boa noite” ou “muito obrigado”. Um “eu te amo” deve ser raciocinado. Ele merece isso!

 

O amor merece ser pronunciado com todas as letras, em alto e bom tom, e em plena convicção do efeito que ele pode causar (como um tufão ou um botão que paralise o tempo).

 

A primeira vez que eu disse que te amava, ele saiu meio quadrado, me arrependi um pouco. Tive receio que pudesse ter te assustado. E eu acho que assustei.

Mas eu queria que você soubesse. Eu queria que você soubesse que eu não estava ali por acaso, que eu não estava ali a toa. Que não era o álcool e nem a minha loucura encenada.

Eu queria que você soubesse que eu estava ali porque eu via algo de especial em você, porque eu sentia algo de especial em nós, e porque eu queria te dar algo de especial de mim.

Tinha um pouco de medo no meu “eu te amo”. Mas ele saiu mesmo assim. Baixinho, sussurrado, no meio da loucura de sentimentos confusos e da falta de tato. Quase como uma sensação despregada do fato.

Hoje não. Hoje eu digo um “eu te amo” seguro. Porque eu amo o homem que você é, com tudo o que você viveu, com tudo o que você sente de frágil, e com a maturidade de buscar sempre transformação. Ser melhor… para você e para os outros.

 

E eu te amo porque eu quero o seu bem. Ainda que ele não seja ao meu lado (embora eu queira muito que seja).

 

Eu te amo porque o amor não é um contrato, nem tampouco uma promessa. Ele é uma verdade. A verdade do querer bem. Do querer fazer bem. De querer estar aqui pra você, com amor, respeito, e sem julgamentos.

O que eu quero dizer é que eu te amar significa tudo e nada ao mesmo tempo. O meu amor é agora, de forma honesta e despretensiosa. Pautado em tudo que admiro em você e em tudo que eu quero te proporcionar de bom. Mas ele também é livre. Sem a pretensão de acontecer ou de ser correspondido. Sem a menor intenção de ser perfeito ou de se tornar romântico.

 

Ele apenas é amor. Ele apenas continua sendo. Pacientemente, sem qualquer outro lugar para ir (pelo menos por enquanto).

 

E dito isso, eu te amo porque eu não consigo não te amar. Mesmo quando eu tento muito. Mesmo quando eu penso que a minha vida seria melhor sem você. Você é uma parte de mim que vai ficar para sempre, ainda que você não fique,

Mas se quiser, pode ficar, que eu nem ligo. Pode me amar, que eu aceito. Pode vir, que eu abro a porta. Pode deitar, que eu te cubro. Pode cozinhar, que eu como. Pode reclamar, que eu entendo. Pode questionar, que eu repenso. Pode chorar, que eu te dou colo. Pode ir, que eu te espero. Pode ficar, que eu volto. Pode ser meu, que eu sou sua.


Ps: Me deixa te amar? 😊 ♡

“Vem cá
Deixa eu te mostrar
Que eu guardo mil canções só pra te dar
Que eu faço da minha casa
A tua casa sem nem pensar
Vem cá
Deixa eu te mostrar
Que todo o meu amor é teu
Todo o meu amor é teu
Vem cá

Vem cá
Deixa eu te enrolar no meu abraço
E nunca mais soltar
E nunca mais soltar

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